segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Postagem sobre namoro à distância, palavras soltas criadas sem-querer-querendo e um amor pra recordar

Será que é difícil mesmo falar sobre o amor? Ou isso é uma das mentiras que inventam por aí? Talvez seja por isso mesmo que eu esteja começando essa postagem desse jeito, meio sem-jeito. Mas eu gosto. Pelo menos os que estão lendo isso sabem do que eu estou falando. 
Mas eu tenho uma resposta pra isso tudo: É o amor. 
Pra ser bem sincera, eu nunca entendi muito bem essa coisa de não saber falar, porque em toda a minha vida eu soube transparecer muito bem tudo o que desejo, salvo 75% de alguns casos que eu não soube. Mas em relação ao amor... É um assunto muito, mais muito complicado. Para os que amam, sabem do que estou falando.
Amor é ser a alma do outro. Amor é amar a si mesmo e ao mesmo tempo amar o outro mesmo quando não se pode, nem se deve, mas ama. Amar é sentir o corpo, a pele. Amor é sentir algo que ao escrever sobre ele -o amor- você sente algo estranho, algo bom, algo que vem da mente, corre pelas palavras soltas de um vocabulário estranho qualquer. Amar é sentir a alma sair do corpo mesmo quando ela está lá, intacta. Amar é sentir a alma do outro em você mesmo. 
Amar é esperar. 
E eu espero por ele até quando Deus permitir. 
Para os que não sabem, eu namoro à distância. E namorar à distância não é muito complicado. Mentira. É sim, principalmente quando a saudade se torna seu amigo. 
Mas como eu disse, amar é esperar. Por mais que moramos longe, ele vem me ver, porque aguentamos, esperamos um ao outro. Se isso não acontecesse, não teríamos 3 anos e 7 meses de namoro. Não teríamos histórias pra contar. 
No começo, era só uma bela d'uma amizade. Ele só não era meu melhor amigo, estava num 'processo' pra ser. E eu era a conselheira dele. Ótimo cargo eu fui arrumar. Ele me contava o que estava passando e eu ia lá e o ajudava. Dava bronca, falava a verdade, ficava chateada. A gente ria, brincava. Eu contava as minhas histórias com o meu sotaque pra ele e o mesmo sorria, esbanjava um belo de um riso e eu ria junto e assim ia. No MSN, a gente conversava sobre tudo, fora os momentos que ele deixava de falar comigo pra jogar futebol. No Orkut, ele me mandava depoimentos, eu mandava respondendo... Como eu disse, éramos amigos de verdade, não de carne e osso mas nossa amizade não era de melhores-amigos-para-sempre mas tinha algo de nunca-vou-deixar-você-sair-perto-de-mim e por incrível que pareça no dia que fui anunciar que talvez me mudaria para Brasília, ele disse rapidamente "me diz o endereço que eu vou te visitar" e eu tinha vários amigos e nenhum deles pediu o meu endereço, só o Julio. Parece estranho mas eu acredito em destino. Ou talvez isso seja mais uma invenção dos tolos apaixonados que colocam aquela simples "desculpinha" de que tem a mão de alguém naquele coisa boa que se realizou. Eu mesma, agora falando sério, não acredito em destino, só acredito no que tem que acontecer porque tem que acontecer e não por que 'é destino'. Destino é muito subjetivo. Eu acredito, sim, em almas que devem permanecer juntas e não em destino. 
Lembro até do dia que ele me viu pela primeira vez. Deixo claro aqui que foi ele quem pediu para a professora me mostrar pra ele. E eu, estava lá na sala, conversando, e ele foi lá, na porta da sala ficar me olhando. Só depois ele veio com um jeitinho falar comigo como que não queria nada, foi bonitinho porque nem eu mesma percebi o intuito dele de se tornar meu amigo.  
E, num belo dia, ficamos. No dia do nosso primeiro beijo, eu disse "eu não quero que a nossa amizade acabe" e ele respondeu "não vai acabar, só vai melhorar" e melhorou tanto que decidimos namorar. 
Não somos simples namorados, como eu sempre afirmo, somos mais melhores amigos (agora sim ele é meu melhor amigo) do que namorados. E é por causa dele que estou colocando aqui tudo o que eu quero colocar porque sinto que devo colocar e não porque é destino. Quero colocar porque quero mostrar para os que leem o meu blog o quanto eu amo esse menino-homem. Talvez seja difícil mostrar o quanto você ama alguém, até mesmo para a pessoa, mas tentar é bom, eu gosto e tento sempre que posso, como agora. 


Um amor pra recordar


Eu olho essa foto e penso duas coisas "Amar é sentir a alma do outro em você mesmo" "Amar é esperar" como eu escrevi no início da postagem. E eu o amo como nunca amei ninguém. 
Amor é ter criatividade mesmo quando você não imagina em ter naquele momento. Amor é ter uma criatividade solta. É ter mente aberta. É ser livre pro amor e pra tudo o que ele traz de bom pra você. 


"A gente gosta de se gostar em silêncio"

"Você faz me viciar no seus gostos, nos seus olhares, no seu jeito de agir, na sua boca ao sorrir. Me faz viciar no som da sua voz, do jeito que rir, no modo de falar. Me faz viciar nas pequenas coisas as quais um dia me fez acreditar (e ainda acredito) que são as melhores coisas do mundo.
E são."
(algumas das minhas palavras soltas, mas unidas, de um vocabulário daqueles que amam)

E termino aqui ratificando que esse amor é um dos melhores presentes que Deus me deu, pois tenho ao meu lado mais que um namorado, tenho um melhor amigo, um homem. E eu o amo com todas as minhas forças. É com ele que quero dividir a minha felicidade de saber que é Dezembro, é Natal; É com ele que quero dividir todos os meus momentos bons e ruins. É para ele que quero dizer o 'sim' para tê-lo carne e alma. 
É com ele que quero marcar vidas e fazer histórias. 
Sendo assim, um amor pra recordar. 
Je t'aime, mon petit. Desejo fazermos do presente o infinito e do infinito um mero detalhe do nosso amor. 
                     

domingo, 30 de novembro de 2014

É preciso dizer


É preciso dizer que amanhã é dia 01 de dezembro e só poucas pessoas próximas sabem o quanto esse mês que vem é importante pra mim. É tão importante que espero ansiosamente. E quando ele chega é como se a pequena criança que tem dentro de mim, saísse pra brincar, alegrar o dia de outras pessoas. É como se o meu sorriso que tenho todos os dias, brilhasse e fosse mais verdadeiro. Mais vivo. 
Ás vezes, um pequeno acontecimento faz um ano valer muito à pena. E é isso o que acontece comigo: Espero por Dezembro. Ele chega. Meu ano completa com chave de ouro - mesmo não sendo Ano Novo ainda. 
Sim, sou uma daquelas pessoas que faz contagem regressiva. 
Sim, a partir de amanhã vou começar a postar várias coisas que me faz lembrar do gosto que Dezembro tem e de quanto esse mês é importante pra mim e o quanto ele deve ser importante pra você também. 


E que venha Dezembro. 



sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Contradição

Do mesmo jeito 
                       que sou de fases 
                                                 (da lua) 
                                                                 também tenho o brilho                                                                                                                                                                                                                             (das estrelas)

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Enquanto

                                    Enquanto tu me deseja o que não deseja pra ti, 
                                     eu te desejo o que eu ainda nem imaginei pra mim.


(Trecho feito por Nathália B.)

Acredito eu


Acredito eu
Que teu olhar rima com o meu.
Acredito eu
Que te encontro qualquer dia desses no final da rua
Pra me chamar de tua
Até o dia clarear.
Acredito eu
Que se não fosse esse teu orgulho
Eu subia no muro
Pra gente se amar.
                            

(Poesia feita por Nathália B.)

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Depois, talvez, quem sabe.

O bom e velho passatempo da vida é saber que existe depois. E sempre existirá o talvez desde que o depois esteja presente
Mas nada em volta de nós é compreendido com duas palavras com tão pouco significado. Ou talvez tenha muito. Demais. Um significado tão sufocante quanto as escolhas, as quais são submetidas com um talvez. Ou depois. Quem sabe. 
Mas quem sabe mesmo é quem vive e vive pra valer, e caso estejam confusos, deixam pra depois. Ou talvez nem deixem nada. 
Entretanto com algumas coisas da vida, posso usar palavras como essas. Talvez porque as coisas -ou pessoas- não me fizeram tão bem quanto acordar cedo e ouvir os pássaros cantarem. Talvez seja bobagem minha mas desperdicei meu tempo de pintura, de música, de escrita e leitura por palavras 'talvez' e 'depois' que podiam ser substituídas por 'agora' e 'presente' mas eu errei e tentei usar a palavra talvez.
Errei, mas errei por falta do tempo que esqueceu de me sufocar com sua força e passou a me deixar livre como uma prisão e liberdade, união paralela, mas depois o tempo vem e passa e aí a vemos o quanto erramos. Desperdiçamos. 
Mas no fundo tudo tem um depois. 
E o meu depois, foi você. 

"Bem no fundo"

No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto. A partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo. Extinto por lei todo o remorso,
maldito seja quem olhar pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais. Mas problemas não se resolvem,
problemas tem família grande,
e aos domingo saem todos para passear 
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.


(Paulo Leminski)

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Os pés que levantam a alma de uma lama na esquina de uma cidade perdida

Meu caro amigo,
se não fosse tão tarde, eu estava te ligando e falando as besteiras que costumamos conversar quando vem à nossa mente nos tempos em que éramos "boêmios. Mas como a noite vem pra rasgar os pensamentos dos bons poetas (e boêmios, preciso dizer também), tenho que me intensificar na minha caligrafia para que ela não saia feia, muito menos horrorosa. 

Hoje eu estava lembrando d'um  belo dia na aqui na rua quando percebi duas crianças brincando. Parecia uma cena tão simples porém me chamou atenção quando uma delas estava gritando "quem está vivo, venha ver!" e eu, você me conhece muito bem, meu amigo, vivinho que sou, fui olhar a cena que o belo guri estava fazendo. Cheguei perto. Sorri de lado. Olhei pra ele. Ele olhou pra mim. Nós nos olhamos. E eu respirei conforme a música soava nos meus ouvidos, ou melhor a risada dos dois era a música. A menina, talvez amiga ou irmã do guri, me olhava sorrindo com a mão na boca, meio perdida mas rindo e sor-rindo e eu, vivinho que sou, estava esperando pela cena que os vivos, como eu, deveria acompanhar. 
Então, o belo guri de apenas 10 anos como mostra a face me olhou e disse: "senhor carismático - sim, meu amigo, esse belo menino de apenas 10 anos falava como gente grande - veja a mágica que vou fazer" e assim colocou a menina num pequeno skate, acredito que esse seja o nome, a não ser que por séculos que tenha se passado e aquela coisa pequena com quatro rodinhas tenha mudado de nome, e a empurrou para que os dois corressem e a menina fosse levada pelo pequeno transporte. Justo nessa hora o guri correu mais que o próprio skate e chegou antes da menina e a empurrou contra o destino que ela deveria ir. Eu olhei pra mim, olhei pra eles e olhei para a minha coragem e espantosa cara que fiz com intuito de ajudar a pequena menina morena de olhos castanhos, quase uma índia. Corri, corri, corri, quase chegando mas percebi que não andei nem meio caminho mas continuei. O menino ria, ria, ria, tanto ria que caiu no chão e os dois riram. A menina, ainda no chão, interpretava a cena tão bem que se ela disesse que era atriz, eu acreditaria. Olhou pra mim e fez uma cara de choro (pura interpretação, meu amigo, pura interpretação). Chorou como que se tivesse perdido algum brinquedo, roupa ou alguém muito importante. Meus olhos choravam junto sem saber o que estava acontecendo. O menino a empurrou. No princípio, sorrisos. No final, choro. O que fazer?
Foi aí que o pequeno guri me olhou e quando, finalmente, eu estava chegando bem pertinho dos dois, disse: "olhe bem" eu olhei. A menina, ainda com os olhos vermelhos e cheios de lágrimas, me olhou e olhou seu companheiro. Ele continuou: "pego a minha mão - ele levanta a sua pequena mão e eu por consequência fitei aquela pequena mão - e entrego para essa pequena menina, que é minha amiga e ofereço minha caridade de lhe ajudar nessa mal momento, porque no final de tudo isso não foi um pequeno entrave da vida, sabia doutor?" agora, meu caro amigo, eu sou dotor... Que vida é essa?! Vamos continuar com a lembrança... 
Perguntei "como assim, guri?" e ele respondeu com os olhos sorrindo "empurrei a minha amiga e esperei que ela pegasse meu skate e fizesse o rumo dela, mas ela achou que o meu empurrão foi melhor que a própria decisão e viu que eu mesma interrompi a sua ida com um simples toque na sua barriga e ela caiu no chão. Isso significa muito pra mim porque eu sei que ela vai casar comigo." Olhei, respirei e finalmente eu criei um sorriso bem largo no meu rosto, sorriso bem desenhado, e perguntei "Casar?! você é uma criança! nem sabe o que é casar, guri, não pode falar isso como se fosse uma coisa tão simples!" e ele, jeito moleque que tem, me disse com total segurança "se ela quisesse mesmo tomar outro rumo, sabendo de skate que ela sabe andar, teria feito outro rumo e não ter deixado eu tirar do pequeno transporte, mas sabia que no final da rua, eu iria empurrá-la para que ela caisse e nós dois pudéssemos fazer o nosso destino. No final eu a empurrei porque queria que ela não seguisse a direção em linha reta mas com curvas e comigo, porque no final da história, da cena, de tudo, doutor, quem faz as curvas não é destino, somos nós. E eu, hoje, mostrei que quem quero ao meu lado é aquela pessoa que se entrega ás minhas decisões e ás minhas burradas, vi que mesmo eu tendo a colocado numa arriscada, ela me aceitou no momento em que entreguei minha mão para ela e a mesma aceitou firmando uma união indireta, secreta e verdadeira comigo. Sei disso, doutor, porque se ela não quisesse minha ajuda, minhas mãos, meu toque, não teria aceitado minha ajuda, mesmo sabendo se levantar com os próprios pés." Meus olhos, meu caro amigo, no final desse pequeno discursso estava com tantas lágrimas que eu não pude conter o choro de tão orgulhoso e emocionado que estava. Aquelas duas pequenas figuras me mostraram o que eu não havia visto antes.
Perdi minha esposa por um belo d'um erro meu. E o que eu fiz? Nada. Eu podia mesmo ter feito o que fiz mas a empurrado do skate para que ela, ao cair no chão e ver a minha mão estendida em forma de carinho e ajuda, aceitasse meu gesto de amor. Mas o que eu fiz, amigo? Nada. 
Naquele dia uma bela criança me mostrou que os pés que ele fez correr até atingir o alvo, a menina, foram mais rápidos que o seu coração pulsando no seu corpo. Atingiu a menina. Empurrou do skate. Ele ofereceu ajuda. Os dois se casaram formando um laço indestrutível, acredito eu, até o final da vida. 
Sabe, meu caro amigo, ás vezes é bom você estender a mão mesmo quando as coisas não estão lá muito boas, porque no final a gente sabe que quando um 'tá' mal, o outro não fica mal desde que você estenda a mão, desde que você sorria, desde que você seja os pés que levantam a alma de uma lama na esquina de uma cidade perdida. 

Finalmente meu caro amigo, acabo essa carta com tanta saudade que não sei como te descrever. Sinto saudades das nossas risadas, das suas conversas jovem no meu ouvido, das belas músicas que você me indicava. Como vai a esposa? Os filhos? Você?
E o skate?

Firmo e confirmo aqui meu saudoso abraço pro meu eterno guri de 10 anos
Do seu amigo de, finalmente, 60 anos.

Abraços. 


(Texto feito por Nathália B.)

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Para o Eterno.

Lembro da vez em que li uma de suas obras, foi paixão logo de cara, uma composição única, cujo autor tinha (e tem) o propósito de ser inesquecível para aqueles que deleitavam com suas palavras.
Acompanhei seus passos e todos eles tinham a companhia de um sorriso que só o senhor sabia dar, um sorriso singelo e verdadeiro. Assim como é o senhor. 
É triste ter que ler uma notícia dessa e tentar esquecer ou ficar bem logo. Infelizmente nunca fui a uma aula-espetáculo sua, mas via na internet sempre que podia.
Infelizmente perdemos uma pessoa tão maravilhosa que nenhum texto, nenhuma palavra, nenhum trechinho de alguma de sua obra pode representar a imensidão de qualidades que o senhor tem, mas felizmente tivemos o prazer de ter uma pessoa tão única, inteligente, sorridente, amorosa e inesquecível que esse Brasil já viu. 
O anjo paraibano de nascimento e pernambucano de coração foi embora deixando um pedacinho de si para cada um que admirava sua pessoa e suas palavras.

Com amor da sua fã, 
Nathália B. 



Infelizmente meu primeiro post no Azul Azulejos é uma triste notícia, no entanto é uma bela d'uma demonstração sobre o meu amor para o Ariano. É um triste dia para aqueles que amam, apreciam e admiram cada detalhe que esse mestre deixou para nós. 
Mas é felizmente (infelizmente e felizmente dançando no meu texto várias vezes) que eu pude ter o prazer de gostar e conhecer mais sobre essa pessoa encantadora, a qual não pude conhecer pessoalmente, infelizmente, mas pude acompanhar seus passos marcantes de longe e de perto pude sentir e me deleitar sobre as suas maravilhosas obras.
LUTO. 


(Texto feito por Nathália B.)

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Até

Amar-te-ei 
até quando eu não achar felicidade no seu olhar
Amar-te-ei 
até quando no "o que tiver que ser, será" 
Amar-te-ei
no domingar
Amar-te-ei
até quantos neologismos eu puder criar
Amar-te-ei 

Até. 



(Feito por Nathália B.)

quarta-feira, 11 de junho de 2014

O barulho do silêncio

Estavam lá, sentados. Separados por poucos centímetros. Em um mundo, ouvia-se um certo tipo de música distinto do qual havia ali. No relógio, estava registrado o momento que tinha se passado, nada. Estavam lá, sentados. Parados. Entretidos com o nada que haviam conseguido num certo minuto, mas não era nada, apenas o barulho que interrompia quaisquer conversa que pudera ser criada. Mas era o silêncio. 
Barulho dos ponteiros do relógios. Dos pés nos chãos. Das mãos. Das unhas que despertaram uma novidade ou curiosidade repentina. Era um barulho que mal conseguiam ouvir, mas era um barulho. 
Estavam lá, em algum momento, juntos. A música, de certo modo, era a mesma. A sintonia também. Como sempre, o nada remexia com a curiosidade dos presentes. 
Num momento qualquer, o barulho individual despertou a curiosidade que estava ali há algum tempo mas não quebrada. Apenas 'boa tarde, que horas são?' despertou. Quebrou um silêncio de um certo barulho, aquele que interrompia a conversa que pudera ser construída, e agora puderam começar o que já podia ser começado. Era as músicas em comuns que construía e arremessava o que eles mais tinham de bom: a sintonia e a boa conversa, regada com longos suspiros, até mesmo sorrisos. 


(Texto feito por Nathália B.)


quarta-feira, 9 de abril de 2014

De volta

Tempo. E quaanto tempo
Faz muito tempo que não venho aqui, mais uma vez. É triste ficar ausente da própria página e quando voltar sentir uma nostalgia, um dever, um carinho que tenho por aqui. Não é fácil ficar fora, mas também tenho novidades!!
Comecei a faculdade. Sinceramente, a ficha ainda caindo vezes por vezes, mas ainda não caiu por inteiro. Estou cursando Direito, mas como no começo é tudo mais 'leve', então o estudo jurídico puro não tive ainda, há exceções, tipo aquelas cadeiras que já te manda códigos, artigos e exige que você esteja com a Constituição na mão a cada momento. Confesso que meus planos não estava, digo antes, para o curso de Direito, minha área é a arte, sempre foi e sempre será. Mas ando gostando de entender como funciona essa desordem que é o nosso país, porque ele anda assim. É claro que ainda não o entendi por completo, porque, quem, em sã consciência, vai entender um país tão complicado quanto esse? É estranho, muuuito estranho. Mas estou gostando de entender o que originou o Direito, o que é o mesmo e porque estamos estudando-o. É fantástico. E pra quem acha que, como eu pensava, o Direito é um curso obscuro, cheio de coisas pra decorar, está errado/a. É claro que você tem que ter uma disponibilidade de conhecimento muito extensa, forma de entender e decorar (sim, decorar) os códigos e artigos com facilidade só, mas descobri em apenas UM mês que o curso me dá uma amplitude de conhecimentos enorme. Posso debater sobre questões sociais, culturais e, infelizmente, preconceituosa. Posso debater sobre tudo, defender a minha teoria. Á principio, meu sonho era cursar Jornalismo, justamente pelo fato de amar a escrita e a leitura, mas também queria algo que eu pudesse sair da minha zona de conforto e confrontar com questões as quais não certas. Foi daí que vi o Direito na minha frente, o qual exige muita (muita e muita) leitura e escrita e que eu posso defender o que acho justo e lutar por aquilo. Tanto é que mal comecei o ano e já estou participando de um Grupo de Gênero e Sexualidade: Izaelma Tavares, é um grupo (ainda não foi efetivado como grupo de extensão, mas vai) que atua em diversos locais com temas já debatidos, por exemplo, a igualdade de gêneros. Aquela coisa de mulher que já conquistou o seu lutar é uma farsa. É claro que temos mulheres com cargos respeitosos, mas só porque existem uma minoria não quer dizer que não exista uma maioria que anda sendo abusada nos transportes públicos e sofrendo estupro constantemente. Em resumo, vim comunicar o quão estou feliz e realizada no curso que estou estudando. De fato, falo aqui todas as novidades que eu tiver, com certeza. 
E outra novidade, que será A novidade, é sobre o blog. Andei pensando, pensando, e pensando... "500 Cliques". Pensei. E hoje, exatamente hoje, vi que, pelo título, estava restringindo o blog à si mesmo. E até a mim mesma, quando eu vou escrever algo e coloco o nome do blog, ou parece que estou me referindo à câmeras ou ao ato de clicar. Então, ao pensar, hoje, às 16hrs, tive a ideia -e coragem- de mudar o nome do blog. 
Será definitivo. Espero. Se não, volto pro antigo. 
Mas acho que vão gostar. Espero <3

Quando entrarem no blog, vão sentir a diferença. De cheirinho novo, como os livros. 

xx

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

No ônibus e bancos: fila de espera.

É incrível como convivemos com vários tipos de pessoas num só momento. Seja em casa, convivemos com vizinhos. Uns barulhentos, acham que por morar em casa e ter seu próprio ninho, acham que devem usar o volume que quiser na hora que bem querer, mas ainda sim damos o famoso bom dia e o boa noite de cada dia com o sorriso no rosto. Há aqueles simpáticos que sorriem com os olhos e gostam de nos presentear no dia a dia com gostosuras. Há também os famosos "ranzinzos" "encrenqueiro" "de mal com a vida" que não fala olhando nos olhos e sempre está reclamando da vida, do calor, das tragédias, das contas pra pagar. Na mesma rua moram os jovens, os quais todos os dias estão indo para uma festa, estão com amigos e carro com som no volume máximo fazendo as janelas de vidro tremerem e nossos ouvidos pedindo pra parar. Mas no final do dia, damos o boa noite. 
Nos ônibus, quando não tem assento, ficamos lá em pé esperando que alguém chegue no seu lugar final para que possamos sentar. Mas quando não tem e temos que ficar em pé ao lado de duas pessoas, a conversa chega: "está calor, não é?" "sim, está... isso me lembra o que houve ontem no Rio de Janeiro, quando houve a queda da passarela e os bombeiros, com aquelas roupas pesadas, estavam enfrentando o calor enquanto tentavam salvar vidas" "ah, minha filha, isso é verdade, fiquei tão triste..." e assim a conversa rola com diversos assuntos, falam da vida alheia, falam da própria vida, mas no final, quando chega na parada certa, ninguém sabe o nome de ninguém, só da boa conversa que teve com um estranho e que fez esquecer a demora pra chegar no em casa, no trabalho. 
Nos bancos, a demora pra que seja chamado é assunto chave: "mas que demora!" "essa fila não vai andar, não?' "ISSO É UM ABSURDO!" e uma pessoa se vira pra outra e começa descrever a injustiça desse país com os trabalhadores que vivem ganhando a vida pra dar comida aos filhos; mães que conversam com jovens sobre seus filhos mal-criados; jovens que conversam com jovens sobre o resultado do vestibular que demora pra chegar; idosos conversam com jovens aconselhando com as mais dignas palavras; adultos conversam com idosos perguntando porque há tanto jovens preferido as drogas do que a vida; e gente conversando com muita gente ao mesmo tempo, mas aí a vez chega e vão embora com os conselhos, promessas, discussões, conversas boas. 
Nunca paramos pra pensar porque isso acontece no nosso dia a dia e não perguntamos o nome daquele alguém que nos tirou a atenção por o ônibus e fila está demorando tanto. Também como não indagamos sobre o fato de termos vizinhos tão diferente da nossa personalidade, só vivemos e aceitamos, como sempre. O fato é que, acredito eu, que há Alguém que coloque barreiras na nossa vida para que possamos alcançá-la de um modo que nunca pensamos em fazer. O fato é que, também, vizinhos diferentes são a vida. Sim, a vida. Dizem que a vida é difícil para os que querem ser feliz. Se eles são a vida, e são difíceis, é digno falar que eles são as barreiras, que devemos alcançar e entender porque elas estão ali. Os bons vizinhos são aqueles que são diferentes de nós. Os ranzinzas, os barulhentos, os simpáticos, os religiosos ao extremo; na fila de banco, as conversas são tão diferente das outras, e às vezes são iguais, mas nunca igualamos uma a outra porque são pessoas diferentes, sotaque, mania e jeito de conversar diferente. Os conselhos dos idosos é o que mais atrai atenção de quem ouve calado, escutando e olhando pra alguém de mais idade que parece que viveu a vida sabendo como ela era desde que nasceu.
Filas de bancos e ônibus são intensas, sem hora pra acabar. Nós temos essa concepção de tempo quando não tem alguma pessoa bondosa para puxar assunto, e quando chega alguém vimos que o tempo desaparece quando a conversa flui. São as famosas fila de espera que nos desatinam e faz com que conversamos e desabafamos com pessoas tão diferentes de nós, mas com "lábia" tão parecida, vidas difusas, modo de visão complexo, mas sabemos que essas filas de espera e os vizinhos são a vida, aquela a qual devemos esperar com cautela para que alguém se aproxime, nos prenda a atenção e nos faça esquecer do tempo. Filas de espera. Espera. 


(Texto feito por Nathália B.)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Livros que você não consegue parar de ler até terminar



Miles é um adolescente diferente. Há meninos que gostam de 
futebol, tocar guitarra, surfar ou jogar video-game. Miles gosta das 
últimas palavras. É fissurado. E cansado da vida monótona, vai 
estudar num colégio interno, o Culver Greek, onde procura o seu
"Grande Talvez" e é onde conhece Coronel e Alasca. Duas pessoas
as quais vão se tornar a base para uma forte amizade. Nada melhor
que personalidades diferentes num mesmo lugar onde (não digo 
onde tudo pode acontecer) mas é apenas pistas que não são pistas,
mistérios que não são mistérios e palavras que não são as últimas.
Os personagens perguntam quem foi/é Alasca, e eu pergunto, 
Quem é você, Alasca? 


O livro se baseia numa metáfora, simples. Quem gosta de história vai
amar Revolução dos Bichos. A história ocorre na Granja dos Bichos, cujo proprietário é o Sr. Jones. Cansados de tanta exploração, muito trabalho e pouco reconhecimento, os bichos tomam uma iniciativa e formam uma reunião para exterminar essa relação entre os explorados e os exploradores. Então, o Major determinou haveria a revolução dos bichos, todos os animais da granja iriam se reunir 
para irem lutar contra os proprietários da granja. A revolta 
acontece e os amigos que eram amigos, tornam-se inimigos. A união
torna-se escassa e a metáfora começa a aparecer: Stálin x Trotski.