terça-feira, 28 de janeiro de 2014

No ônibus e bancos: fila de espera.

É incrível como convivemos com vários tipos de pessoas num só momento. Seja em casa, convivemos com vizinhos. Uns barulhentos, acham que por morar em casa e ter seu próprio ninho, acham que devem usar o volume que quiser na hora que bem querer, mas ainda sim damos o famoso bom dia e o boa noite de cada dia com o sorriso no rosto. Há aqueles simpáticos que sorriem com os olhos e gostam de nos presentear no dia a dia com gostosuras. Há também os famosos "ranzinzos" "encrenqueiro" "de mal com a vida" que não fala olhando nos olhos e sempre está reclamando da vida, do calor, das tragédias, das contas pra pagar. Na mesma rua moram os jovens, os quais todos os dias estão indo para uma festa, estão com amigos e carro com som no volume máximo fazendo as janelas de vidro tremerem e nossos ouvidos pedindo pra parar. Mas no final do dia, damos o boa noite. 
Nos ônibus, quando não tem assento, ficamos lá em pé esperando que alguém chegue no seu lugar final para que possamos sentar. Mas quando não tem e temos que ficar em pé ao lado de duas pessoas, a conversa chega: "está calor, não é?" "sim, está... isso me lembra o que houve ontem no Rio de Janeiro, quando houve a queda da passarela e os bombeiros, com aquelas roupas pesadas, estavam enfrentando o calor enquanto tentavam salvar vidas" "ah, minha filha, isso é verdade, fiquei tão triste..." e assim a conversa rola com diversos assuntos, falam da vida alheia, falam da própria vida, mas no final, quando chega na parada certa, ninguém sabe o nome de ninguém, só da boa conversa que teve com um estranho e que fez esquecer a demora pra chegar no em casa, no trabalho. 
Nos bancos, a demora pra que seja chamado é assunto chave: "mas que demora!" "essa fila não vai andar, não?' "ISSO É UM ABSURDO!" e uma pessoa se vira pra outra e começa descrever a injustiça desse país com os trabalhadores que vivem ganhando a vida pra dar comida aos filhos; mães que conversam com jovens sobre seus filhos mal-criados; jovens que conversam com jovens sobre o resultado do vestibular que demora pra chegar; idosos conversam com jovens aconselhando com as mais dignas palavras; adultos conversam com idosos perguntando porque há tanto jovens preferido as drogas do que a vida; e gente conversando com muita gente ao mesmo tempo, mas aí a vez chega e vão embora com os conselhos, promessas, discussões, conversas boas. 
Nunca paramos pra pensar porque isso acontece no nosso dia a dia e não perguntamos o nome daquele alguém que nos tirou a atenção por o ônibus e fila está demorando tanto. Também como não indagamos sobre o fato de termos vizinhos tão diferente da nossa personalidade, só vivemos e aceitamos, como sempre. O fato é que, acredito eu, que há Alguém que coloque barreiras na nossa vida para que possamos alcançá-la de um modo que nunca pensamos em fazer. O fato é que, também, vizinhos diferentes são a vida. Sim, a vida. Dizem que a vida é difícil para os que querem ser feliz. Se eles são a vida, e são difíceis, é digno falar que eles são as barreiras, que devemos alcançar e entender porque elas estão ali. Os bons vizinhos são aqueles que são diferentes de nós. Os ranzinzas, os barulhentos, os simpáticos, os religiosos ao extremo; na fila de banco, as conversas são tão diferente das outras, e às vezes são iguais, mas nunca igualamos uma a outra porque são pessoas diferentes, sotaque, mania e jeito de conversar diferente. Os conselhos dos idosos é o que mais atrai atenção de quem ouve calado, escutando e olhando pra alguém de mais idade que parece que viveu a vida sabendo como ela era desde que nasceu.
Filas de bancos e ônibus são intensas, sem hora pra acabar. Nós temos essa concepção de tempo quando não tem alguma pessoa bondosa para puxar assunto, e quando chega alguém vimos que o tempo desaparece quando a conversa flui. São as famosas fila de espera que nos desatinam e faz com que conversamos e desabafamos com pessoas tão diferentes de nós, mas com "lábia" tão parecida, vidas difusas, modo de visão complexo, mas sabemos que essas filas de espera e os vizinhos são a vida, aquela a qual devemos esperar com cautela para que alguém se aproxime, nos prenda a atenção e nos faça esquecer do tempo. Filas de espera. Espera. 


(Texto feito por Nathália B.)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Livros que você não consegue parar de ler até terminar



Miles é um adolescente diferente. Há meninos que gostam de 
futebol, tocar guitarra, surfar ou jogar video-game. Miles gosta das 
últimas palavras. É fissurado. E cansado da vida monótona, vai 
estudar num colégio interno, o Culver Greek, onde procura o seu
"Grande Talvez" e é onde conhece Coronel e Alasca. Duas pessoas
as quais vão se tornar a base para uma forte amizade. Nada melhor
que personalidades diferentes num mesmo lugar onde (não digo 
onde tudo pode acontecer) mas é apenas pistas que não são pistas,
mistérios que não são mistérios e palavras que não são as últimas.
Os personagens perguntam quem foi/é Alasca, e eu pergunto, 
Quem é você, Alasca? 


O livro se baseia numa metáfora, simples. Quem gosta de história vai
amar Revolução dos Bichos. A história ocorre na Granja dos Bichos, cujo proprietário é o Sr. Jones. Cansados de tanta exploração, muito trabalho e pouco reconhecimento, os bichos tomam uma iniciativa e formam uma reunião para exterminar essa relação entre os explorados e os exploradores. Então, o Major determinou haveria a revolução dos bichos, todos os animais da granja iriam se reunir 
para irem lutar contra os proprietários da granja. A revolta 
acontece e os amigos que eram amigos, tornam-se inimigos. A união
torna-se escassa e a metáfora começa a aparecer: Stálin x Trotski.