quarta-feira, 11 de junho de 2014

O barulho do silêncio

Estavam lá, sentados. Separados por poucos centímetros. Em um mundo, ouvia-se um certo tipo de música distinto do qual havia ali. No relógio, estava registrado o momento que tinha se passado, nada. Estavam lá, sentados. Parados. Entretidos com o nada que haviam conseguido num certo minuto, mas não era nada, apenas o barulho que interrompia quaisquer conversa que pudera ser criada. Mas era o silêncio. 
Barulho dos ponteiros do relógios. Dos pés nos chãos. Das mãos. Das unhas que despertaram uma novidade ou curiosidade repentina. Era um barulho que mal conseguiam ouvir, mas era um barulho. 
Estavam lá, em algum momento, juntos. A música, de certo modo, era a mesma. A sintonia também. Como sempre, o nada remexia com a curiosidade dos presentes. 
Num momento qualquer, o barulho individual despertou a curiosidade que estava ali há algum tempo mas não quebrada. Apenas 'boa tarde, que horas são?' despertou. Quebrou um silêncio de um certo barulho, aquele que interrompia a conversa que pudera ser construída, e agora puderam começar o que já podia ser começado. Era as músicas em comuns que construía e arremessava o que eles mais tinham de bom: a sintonia e a boa conversa, regada com longos suspiros, até mesmo sorrisos. 


(Texto feito por Nathália B.)


quarta-feira, 9 de abril de 2014

De volta

Tempo. E quaanto tempo
Faz muito tempo que não venho aqui, mais uma vez. É triste ficar ausente da própria página e quando voltar sentir uma nostalgia, um dever, um carinho que tenho por aqui. Não é fácil ficar fora, mas também tenho novidades!!
Comecei a faculdade. Sinceramente, a ficha ainda caindo vezes por vezes, mas ainda não caiu por inteiro. Estou cursando Direito, mas como no começo é tudo mais 'leve', então o estudo jurídico puro não tive ainda, há exceções, tipo aquelas cadeiras que já te manda códigos, artigos e exige que você esteja com a Constituição na mão a cada momento. Confesso que meus planos não estava, digo antes, para o curso de Direito, minha área é a arte, sempre foi e sempre será. Mas ando gostando de entender como funciona essa desordem que é o nosso país, porque ele anda assim. É claro que ainda não o entendi por completo, porque, quem, em sã consciência, vai entender um país tão complicado quanto esse? É estranho, muuuito estranho. Mas estou gostando de entender o que originou o Direito, o que é o mesmo e porque estamos estudando-o. É fantástico. E pra quem acha que, como eu pensava, o Direito é um curso obscuro, cheio de coisas pra decorar, está errado/a. É claro que você tem que ter uma disponibilidade de conhecimento muito extensa, forma de entender e decorar (sim, decorar) os códigos e artigos com facilidade só, mas descobri em apenas UM mês que o curso me dá uma amplitude de conhecimentos enorme. Posso debater sobre questões sociais, culturais e, infelizmente, preconceituosa. Posso debater sobre tudo, defender a minha teoria. Á principio, meu sonho era cursar Jornalismo, justamente pelo fato de amar a escrita e a leitura, mas também queria algo que eu pudesse sair da minha zona de conforto e confrontar com questões as quais não certas. Foi daí que vi o Direito na minha frente, o qual exige muita (muita e muita) leitura e escrita e que eu posso defender o que acho justo e lutar por aquilo. Tanto é que mal comecei o ano e já estou participando de um Grupo de Gênero e Sexualidade: Izaelma Tavares, é um grupo (ainda não foi efetivado como grupo de extensão, mas vai) que atua em diversos locais com temas já debatidos, por exemplo, a igualdade de gêneros. Aquela coisa de mulher que já conquistou o seu lutar é uma farsa. É claro que temos mulheres com cargos respeitosos, mas só porque existem uma minoria não quer dizer que não exista uma maioria que anda sendo abusada nos transportes públicos e sofrendo estupro constantemente. Em resumo, vim comunicar o quão estou feliz e realizada no curso que estou estudando. De fato, falo aqui todas as novidades que eu tiver, com certeza. 
E outra novidade, que será A novidade, é sobre o blog. Andei pensando, pensando, e pensando... "500 Cliques". Pensei. E hoje, exatamente hoje, vi que, pelo título, estava restringindo o blog à si mesmo. E até a mim mesma, quando eu vou escrever algo e coloco o nome do blog, ou parece que estou me referindo à câmeras ou ao ato de clicar. Então, ao pensar, hoje, às 16hrs, tive a ideia -e coragem- de mudar o nome do blog. 
Será definitivo. Espero. Se não, volto pro antigo. 
Mas acho que vão gostar. Espero <3

Quando entrarem no blog, vão sentir a diferença. De cheirinho novo, como os livros. 

xx

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

No ônibus e bancos: fila de espera.

É incrível como convivemos com vários tipos de pessoas num só momento. Seja em casa, convivemos com vizinhos. Uns barulhentos, acham que por morar em casa e ter seu próprio ninho, acham que devem usar o volume que quiser na hora que bem querer, mas ainda sim damos o famoso bom dia e o boa noite de cada dia com o sorriso no rosto. Há aqueles simpáticos que sorriem com os olhos e gostam de nos presentear no dia a dia com gostosuras. Há também os famosos "ranzinzos" "encrenqueiro" "de mal com a vida" que não fala olhando nos olhos e sempre está reclamando da vida, do calor, das tragédias, das contas pra pagar. Na mesma rua moram os jovens, os quais todos os dias estão indo para uma festa, estão com amigos e carro com som no volume máximo fazendo as janelas de vidro tremerem e nossos ouvidos pedindo pra parar. Mas no final do dia, damos o boa noite. 
Nos ônibus, quando não tem assento, ficamos lá em pé esperando que alguém chegue no seu lugar final para que possamos sentar. Mas quando não tem e temos que ficar em pé ao lado de duas pessoas, a conversa chega: "está calor, não é?" "sim, está... isso me lembra o que houve ontem no Rio de Janeiro, quando houve a queda da passarela e os bombeiros, com aquelas roupas pesadas, estavam enfrentando o calor enquanto tentavam salvar vidas" "ah, minha filha, isso é verdade, fiquei tão triste..." e assim a conversa rola com diversos assuntos, falam da vida alheia, falam da própria vida, mas no final, quando chega na parada certa, ninguém sabe o nome de ninguém, só da boa conversa que teve com um estranho e que fez esquecer a demora pra chegar no em casa, no trabalho. 
Nos bancos, a demora pra que seja chamado é assunto chave: "mas que demora!" "essa fila não vai andar, não?' "ISSO É UM ABSURDO!" e uma pessoa se vira pra outra e começa descrever a injustiça desse país com os trabalhadores que vivem ganhando a vida pra dar comida aos filhos; mães que conversam com jovens sobre seus filhos mal-criados; jovens que conversam com jovens sobre o resultado do vestibular que demora pra chegar; idosos conversam com jovens aconselhando com as mais dignas palavras; adultos conversam com idosos perguntando porque há tanto jovens preferido as drogas do que a vida; e gente conversando com muita gente ao mesmo tempo, mas aí a vez chega e vão embora com os conselhos, promessas, discussões, conversas boas. 
Nunca paramos pra pensar porque isso acontece no nosso dia a dia e não perguntamos o nome daquele alguém que nos tirou a atenção por o ônibus e fila está demorando tanto. Também como não indagamos sobre o fato de termos vizinhos tão diferente da nossa personalidade, só vivemos e aceitamos, como sempre. O fato é que, acredito eu, que há Alguém que coloque barreiras na nossa vida para que possamos alcançá-la de um modo que nunca pensamos em fazer. O fato é que, também, vizinhos diferentes são a vida. Sim, a vida. Dizem que a vida é difícil para os que querem ser feliz. Se eles são a vida, e são difíceis, é digno falar que eles são as barreiras, que devemos alcançar e entender porque elas estão ali. Os bons vizinhos são aqueles que são diferentes de nós. Os ranzinzas, os barulhentos, os simpáticos, os religiosos ao extremo; na fila de banco, as conversas são tão diferente das outras, e às vezes são iguais, mas nunca igualamos uma a outra porque são pessoas diferentes, sotaque, mania e jeito de conversar diferente. Os conselhos dos idosos é o que mais atrai atenção de quem ouve calado, escutando e olhando pra alguém de mais idade que parece que viveu a vida sabendo como ela era desde que nasceu.
Filas de bancos e ônibus são intensas, sem hora pra acabar. Nós temos essa concepção de tempo quando não tem alguma pessoa bondosa para puxar assunto, e quando chega alguém vimos que o tempo desaparece quando a conversa flui. São as famosas fila de espera que nos desatinam e faz com que conversamos e desabafamos com pessoas tão diferentes de nós, mas com "lábia" tão parecida, vidas difusas, modo de visão complexo, mas sabemos que essas filas de espera e os vizinhos são a vida, aquela a qual devemos esperar com cautela para que alguém se aproxime, nos prenda a atenção e nos faça esquecer do tempo. Filas de espera. Espera. 


(Texto feito por Nathália B.)

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Livros que você não consegue parar de ler até terminar



Miles é um adolescente diferente. Há meninos que gostam de 
futebol, tocar guitarra, surfar ou jogar video-game. Miles gosta das 
últimas palavras. É fissurado. E cansado da vida monótona, vai 
estudar num colégio interno, o Culver Greek, onde procura o seu
"Grande Talvez" e é onde conhece Coronel e Alasca. Duas pessoas
as quais vão se tornar a base para uma forte amizade. Nada melhor
que personalidades diferentes num mesmo lugar onde (não digo 
onde tudo pode acontecer) mas é apenas pistas que não são pistas,
mistérios que não são mistérios e palavras que não são as últimas.
Os personagens perguntam quem foi/é Alasca, e eu pergunto, 
Quem é você, Alasca? 


O livro se baseia numa metáfora, simples. Quem gosta de história vai
amar Revolução dos Bichos. A história ocorre na Granja dos Bichos, cujo proprietário é o Sr. Jones. Cansados de tanta exploração, muito trabalho e pouco reconhecimento, os bichos tomam uma iniciativa e formam uma reunião para exterminar essa relação entre os explorados e os exploradores. Então, o Major determinou haveria a revolução dos bichos, todos os animais da granja iriam se reunir 
para irem lutar contra os proprietários da granja. A revolta 
acontece e os amigos que eram amigos, tornam-se inimigos. A união
torna-se escassa e a metáfora começa a aparecer: Stálin x Trotski.